Da mesma forma que você não consulta um advogado para tratar problemas de estômago, nem consulta um médico para dar entrada numa ação de despejo, não há razão para você procurar outra pessoa que não um corretor profissional quando for contratar seguros.
Seguro é atividade especializada, com tipicidades e detalhes que não aparecem para o leigo, mas que podem significar o não pagamento da indenização, depois da ocorrência de um sinistro que deveria estar coberto, mas que, na hora H, para espanto do segurado, não está.
Durante muito tempo a atividade seguradora nacional foi pouco sofisticada, domada por tarifas únicas impostas pelo IRB, que padronizavam a atuação das seguradoras e não levavam ao aprimoramento profissional dos corretores de seguros.
De outro lado, por isso mesmo, até o Plano Real o setor de seguros representava menos de 1% do PIB e no final dos anos 1980 entrava numa espiral de prejuízos operacionais graves, mascarados pela inflação galopante que tirava os referenciais da nação.
Ao longo deste tempo existiram bons corretores, gente altamente capacitada. Mas, como a contratação de seguros não era comum entre a população, o produto tinha pouca importância, salientando-se a carteira de incêndio como a mais importante, seguida de vida em grupo e acidentes pessoais, transporte e, mais para trás, automóveis, vista até a segunda metade da década de 80 como um produto ruim e pouco interessante por boa parte das seguradoras.
A entrada em vigor do Pano Real teve efeito catalizador sobre a atividade, que deu um salto monumental, ostentando alguns dos maiores indicadores de desenvolvimento do país ao longo dos últimos 15 anos.
Para encurtar a história, hoje o setor de seguros representa mais de 3,5% do PIB e mais de 100 milhões de apólices garantem algum tipo de proteção de seguro para parte significativa da sociedade.
Não é pouco e ainda pode crescer bem mais.
É aí que entra o corretor de seguros. Ao longo destes 15 anos os corretores em geral passaram por um importante processo de profissionalização que mudou o patamar dos serviços oferecidos por eles.
Não é a toa que são o maior canal de distribuição de seguros e que a maioria dos bancos decidiu investir na parceria com eles, em vez de prosseguir numa política de confronto, baseada na venda por corretoras cativas, através das agências do sistema.
Esta situação não caiu do céu por acaso. Os corretores de seguros perceberam que necessitavam se capacitar para operar num mercado cada vez mais acirrado e competitivo, impulsionado por uma forte demanda por produtos de proteção, especialmente pela classe média, que, com o fim da inflação, percebeu que não tinha como repor seu patrimônio, caso fosse atingido por algum sinistro de maior vulto.
Os corretores profissionais de seguros estão mais do que capacitados a operarem a maioria das apólices existentes no mercado brasileiro. E, como são independentes, têm condições de oferecer as melhores soluções para as necessidades de cada segurado, levando em conta o risco e não um produto ou a marca de uma seguradora.
Isto faz uma enorme diferença. Diferença grande o suficiente para que você contrate qualquer apólice, que não um seguro de vida em grupo, através de um corretor de seguros.