Nesta semana aconteceu aqui em São Paulo a festa de comemoração dos 38 anos da FUNENSEG, agora “Escola Nacional de Seguros”, como enfatiza seu novo filme institucional.
Sem me alongar na descrição da noite, que pode ser resumida como muito agradável, trazendo uma enriquecedora palestra do ex-ministro Mailson da Nóbrega, vale um aprofundamento na missão da FUNENSEG e na forma como ela vem desempenhando suas funções.
Como foi bem colocado pelo presidente da CNSEG, João Elísio Ferraz de Campos, até poucos anos atrás a FUNENSEG mudava de cara a cada três anos, com a transferência de sua presidência alternadamente para o presidente da FENACOR e para o presidente da FENASEG.
Na gestão da FENASEG imperavam os interesses das seguradoras, na gestão da FENACOR prevalecia a vontade dos corretores. Ou seja, a cada três anos a estrutura operacional era desmontada, pessoal substituído e, principalmente, as políticas completamente modificadas.
O resultado, como não poderia deixar de ser, era a falta de um planejamento estratégico consistente, que colocasse a FUNENSEG no contexto do mercado, não como uma entidade para uso político, mas uma organização voltada ao aprimoramento profissional dos quadros da atividade.
É preciso salientar que mesmo com esse desvirtuamento de suas funções, durante décadas a FUNENSEG ofereceu ao mercado o melhor programa de treinamento de mão de obra da atividade, representado pelo “curso para formação de corretores de seguros”, até hoje no seu cardápio, mas bastante modificado e não mais o único curso importante para o aperfeiçoamento profissional de quem milita na área.
Eu tenho escrito insistentemente que o Plano Real, quinze anos atrás, foi um divisor de águas para a atividade seguradora nacional. Depois dele o mercado mudou de cara, se desenvolveu em patamares impressionantes, de forma rápida, respondendo com competência aos novos anseios de proteção da sociedade.
Atualmente, a atividade seguradora brasileira tem peso na economia e nas políticas sociais. Além de garantir boa parte do patrimônio produtivo da nação, representa um dos grandes canais captadores de poupanças de longo prazo, dando ao governo importante ferramenta para o desenvolvimento das ações destinadas a consolidar nosso crescimento sustentável.
Neste sentido, a FUNENSEG, ao completar 38 anos de vida, pode ser elencada como um dos exemplos positivos do amadurecimento de todo o setor.
Não há mais espaço para amadorismos. E esta realidade deve se solidificar cada vez mais, à medida que a abertura do resseguro diversificar a colocação dos riscos.
Hoje a FUNENSEG tem um projeto de longo prazo, uma diretoria profissional, planejamento estratégico, governança corporativa e, acima de tudo, boa dose de transparência, que resultam na sua nova imagem.
A “Escola Nacional de Seguros”, como ela pretende ser conhecida, do Plano Real para cá vem se aperfeiçoando constantemente e o resultado pode ser visto na série de parcerias e programas de treinamento os mais sofisticados, desde programas simples até pós-graduações complexas.
De forma simplificada, ele não deixa de ser um retrato das mudanças extremamente positivas que fizeram que, em 15 anos, a atividade seguradora nacional saísse de míseros 0.8% do PIB para mais de 3,5%. E o que é melhor: com capacidade para dobrar de tamanho rapidamente.