Ao longo dos últimos anos, o formato dos seminários envolvendo a atividade seguradora vem seguindo um padrão mais ou menos semelhante, com variações nos detalhes, mas mantendo, basicamente, a mesma estrutura. Sinal de que a fórmula é vencedora e que, assim, dentro da máxima “de que em time que está ganhando não se mexe”, é válido insistir nela e manter a realização de eventos com este desenho.
Mas também é verdade que a evolução exige mudanças, e que estas só acontecem quando são tentadas. Nada cai do céu, nem dinheiro dá de graça numa árvore plantada no fundo do quintal.
O seminário “Ética e Transparência na Atividade Seguradora”, desde sua primeira edição, sempre inovou na sua realização. Seja no desenho do evento, na forma dos painéis, nos palestrantes e debatedores convidados, o seminário sempre trouxe algo inédito. Mas, grosso modo, seu desenho foi se assemelhando aos dos demais eventos.
É por isso que este ano o seminário “Ética e Transparência na Atividade Seguradora”, mantendo o desenho operacional de suas seis primeiras edições, inova radicalmente na abordagem dos temas.
A razão não é querer ser vedete, nem estar na berlinda, como lançador de modas. E muito menos querer ser diferente.
A proposta é fruto de profundas discussões a respeito das necessidades do setor e de como o evento poderia contribuir de forma ainda mais efetiva para o desenvolvimento da atividade seguradora, sob o aspecto da ética e da transparência, acima de tudo, nas relações com os segurados.
A resposta nasceu naturalmente: por que não ouvir?
Ouvir é uma arte. Uma ciência. E foi condição básica para as discussões sobre o seminário deste ano conduzirem ao novo modelo para sua realização. Se todos os envolvidos nas discussões ouviam o que cada um tinha para dizer, por que não montar um seminário com este desenho?
Por que não convidar os grandes interessados na atividade seguradora a exporem seus pontos de vista a respeito do assunto. O setor cumpre sua finalidade social? Os serviços prestados estão adequados ao que o público deseja? Quais os pontos fortes e os pontos fracos? Quais as vantagens competitivas e as ameaças? No quê o setor, em seus diferentes segmentos, pode evoluir?
Definido o mote, desenhar o seminário ficou mais fácil. E os três painéis se formaram naturalmente.
O primeiro terá como expositores representantes da iniciativa privada. Um falando pelos corretores de seguros, outro pelos grandes compradores de cobertura e o terceiro pelos resseguradores.
O segundo, com a mesma estrutura, terá um representante da Secretaria de Estado da Justiça e da Cidadania de São Paulo, um representante do Ministério Público e um diretor da SUSEP.
Finalmente, o terceiro, trará uma palestra do Ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal, analisando a exigência da boa-fé nos contratos de seguros, sob a ótica de sua bilateralidade.
Seu contraponto será o Desembargador José Renato Nalini, do Tribunal de Justiça de São Paulo, reconhecidamente um dos maiores especialistas em “Ética nos Negócios” do país.
Para que o evento seja realmente um sucesso, ele depende de você. Participe.