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Sala de imprensa: Colunistas |
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Antonio Penteado Mendonça |
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Academia Paulista de Letras, advogado, sócio de Penteado Mendonça Advocacia, professor da FIA-FEA/USP e do PEC da Fundação Getúlio Vargas. |
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É hora de criar e reforçar parcerias |
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A recente associação entre a Porto Seguro e a Itaú-Unibanco muda bastante a realidade da atividade seguradora brasileira. Em primeiro lugar, por criar um gigante composto por três das quatro maiores seguradoras do mercado. Em segundo, por dar para este player um tamanho equivalente ao da Bradesco, que até agora era líder isolada. Em terceiro, por obrigar os outros três grandes conglomerados financeiros a reverem suas operações. Em quarto, por obrigar todo o mercado a rever suas estratégias de crescimento. E em quinto, mas não menos importante, por obrigar os corretores de seguros a se reposicionarem dentro da cena. Abrindo os tópicos, a associação entre a Porto Seguro e a Itaú-Unibanco altera a relação de forças que ao longo dos últimos anos havia se consolidado e que parecia definitiva, com a Bradesco Seguros aparecendo como líder incontestável e muito maior que qualquer outra seguradora. A partir de agora, ainda que o negócio entre Porto Seguro e Itaú-Unibanco sendo uma associação e não uma aquisição, o mercado brasileiro passa a ter dois grupos seguradores muito maiores do que qualquer outro e, além disto, extremamente eficientes no campo operacional, competentes na gestão, com abrangência nacional e capital de sobra para bancar seu crescimento. A conseqüência lógica desta redefinição é que os outros grandes bancos revejam seus posicionamentos em relação à atividade seguradora, inclusive porque, em maré de juros baixos, o negócio de seguros passa a ser bastante interessante. Dependendo da forma como estas redefinições ocorram, as outras seguradoras em operação no país, sejam de capital nacional ou não, terão seu campo de atuação espremido pela diferença de tamanho e por uma ela rede de distribuição com alta capilaridade, representada pelas agências bancárias. De outro lado, a própria associação entre Porto Seguro e Itaú-Unibanco pode, já neste momento, ser uma ótima oportunidade para novas parcerias, tanto para seguradoras com foco no corretor, como para corretores incomodados com o novo desenho do setor. Quem for mais rápido, em vez de perder mercado, pode sair ganhando novos parceiros, o que é muito positivo para oxigenar o mercado e forçar o surgimento de parcerias de longo prazo, focadas em resultados comuns e não apenas em comissionamentos mais ou menos elevados. Mas, além do movimento acima, será necessário que as seguradoras redefinam seus objetivos, seus focos de negócio, o tamanho da operação e o capital a ser investido. Há espaço para várias companhias se especializarem ou entrarem em nichos pouco explorados. Inclusive com o suporte de resseguradoras interessadas em incrementar seus negócios no país. Uma das vantagens de um mercado de resseguros aberto é justamente a possibilidade de seguradoras menores se utilizarem da capacidade oferecida pelas resseguradoras para competir em condições de igualdade com as grandes companhias. Finalmente, não apenas em função das razões acima, mas por tudo o mais que acontece no setor, e especialmente na distribuição dos seguros, é hora do corretor de seguros definir seus objetivos, áreas de atuação e parceiros de negócios. Cada vez mais parcerias pensadas para durar serão o diferencial para o sucesso. |
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