2010 deve ser um ano melhor que 2009, tanto faz em que setor da economia ou em que lugar do mundo. O Brasil não será a exceção para confirmar a regra. Pelo contrário, ainda que com a realidade menos exuberante do que a pintada pelo Governo, o ano que vem tem tudo para apresentar um crescimento importante, ainda mais porque a comparação será feita levando em conta um ano de crescimento bem abaixo da média histórica recente, como foi 2009.
Esta afirmação vale também para a atividade seguradora. O ano que vem será de desenvolvimento acelerado, não só pela razão acima, mas, principalmente, porque retomada econômica significa investimentos e estes significam novos riscos a serem segurados.
De outro lado, a retomada do crescimento quer dizer, também, abertura de postos de trabalho com carteira assinada, com reflexos positivos para os seguros de vida e acidentes pessoais, bem como para os planos de saúde privados.
Grande parte dos seguros de vida e acidentes pessoais e dos planos de saúde privados são benefícios dados pelas empresas aos funcionários com carteira assinada. De acordo com números recentemente publicados, este ano o país deve abrir um milhão e setecentos mil postos de trabalho, o que ainda é menos do que o total das dispensas em função da crise, mas é um patamar elevado, apontando para novas contratações ao longo de 2010.
Como se não bastasse, a retomada do crescimento a níveis comparáveis aos do primeiro semestre de 2008 deve possibilitar o aumento da renda das famílias das classes C, D e E, o que aumentará sua capacidade de compra e suas expectativas de proteção, notadamente nos segmentos da casa própria e do carro zero.
A concessão do crédito de longo prazo que possibilita estas aquisições está intimamente ligada à existência de apólices de seguros que garantam a quitação das dívidas em caso de desemprego ou morte do adquirente.
Mas o crédito tem se expandido também para outros tipos de produtos, como eletroeletrônicos e eletrodomésticos, atualmente financiados em 17 ou 18 prestações. Da mesma forma que nos financiamentos para imóveis e veículos, grande parte destes créditos está vinculada à existência de apólices de seguros que garantam a quitação dos financiamentos.
Finalmente, mas não menos importante para fechar uma análise como esta, 2010 é um ano de eleições para presidente da república, legislativos federal e estaduais e para governador dos estados.
Vale dizer, é um ano com forte injeção de dinheiro em obras e programas sociais. Se seus resultados serão para o bem ou para o mal, ainda é cedo para dizer. A injeção de dinheiro, ainda que com viés eleitoreiro, é positiva e deve auxiliar o crescimento nacional. O risco é o uso demagógico das políticas econômicas ou a sua alteração para favorecer candidaturas que não decolam.
O grande trunfo do governo Lula para passar para a história como um dos mais bem sucedidos de todos os tempo é justamente a ortodoxia econômica e o rigor fiscal.
Qualquer mudança no combate à inflação ou tentativa de acelerar o crescimento pode ter resultados cruéis para uma nação que ao longo das últimas duas décadas se submeteu a duros sacrifícios na expectativa de mudar de patamar.
Não seria justo comprometer os resultados alcançados em nome de uma eleição.
Por isso, vamos torcer para que apenas o lado bom se materialize. Se isso acontecer, as empresas preparadas para o novo momento terão razões de sobra para em 2010 comemorarem os resultados alcançados.